Ninguém aguenta mais o Trump
Cláudio Pimentel
Donald Trump, 47º presidente dos Estados Unidos, sequestrou a mídia mundial e, como cereja de bolo, nossa saúde. Diariamente seu nome se multiplica no noticiário das TVs como se fosse o mosquito da Dengue. Jornais salpicam suas primeiras páginas com uma, duas, três e até quatro manchetes sobre ele. E as revistas estampam sua cara corada e cabeleira em chamas nas capas. É uma bomba aqui, um assassinato ali, um genocídio acolá. Nunca se gastou tanta tinta e tanto sangue para mantê-lo soberano. Trump inventa urgências, deprecia a lógica, destempera o contexto e nos faz de néscios. Um escroque em busca da narrativa.
Como sobreviver a essa ameaça atômica? Em Bangladesh, país sinônimo de fome, um Búfalo parece ter esbarrado na resposta. Dono de uma cabeleira dourada e porte esguio de 700 quilos, como exibe nosso herói, ele foi batizado de “Donald Trump”. O raro búfalo albino, que seria sacrificado, virou sensação em um Zoológico depois que um fazendeiro viu que seu tufo de pelos loiros lembrava o penteado do presidente falastrão. Um vídeo do xará animal, e seus chifres claros, viralizou nas redes sociais. O tarifaço do xará humano quase fechou o pobre Bangladesh. Alinhar-se ao inimigo é a solução?
“Vance e Rubio concorrendo juntos, como uma equipe, seriam imbatíveis”, disse Trump pensando em sua sucessão. O primeiro é seu vice. Natural do Ohio, de natural não tem nada. J.D. Vance, 41 anos, 1,88m de altura, é um predador Republicano. Tem cara de lobo desgarrado da matilha. Um cowboy atrás de uma carcaça se decompondo.
Marco Antônio Rubio, 55 anos, 1,75m de altura, é o secretário de Estado, o cargo mais importante depois da presidência. Nasceu na Flórida em uma família de cubanos e sonha em ser o primeiro presidente latino dos EUA. Tem cara de chefe de cartel de drogas, de filmes B. Terá um caminho mais hostil que o de Obama à presidência. Acusou o Brasil de não ser amigo dos EUA.
Rubio já mostrou que é perigoso. É provavelmente quem convence Trump a fazer gestos gentis a Flávio e Eduardo Bolsonaro, arremedos de políticos, mas sem perfil. São incompreendidos traidores da pátria. Mal sabem organizar um raciocínio, imagine entender. Amam armas, bananas, chocolate e extorsão. O “seo” Olavo danificou suas mentes. Se a intenção de Trump é apoiar Flávio à presidência do Brasil, engana-se. O currículo do candidato pode queimá-lo, uma vez que, insuflado por Rubio, tornou PCC e CV em organizações terroristas. Um erro. Organizações terroristas têm como objetivo derrubar estados e governos. E não encantar a Faria Lima, o Master e as milícias cariocas, alvo de homenagens da família.
Mexer com o Papa e subjugar Groelândia, Dinamarca e Cuba com ameaças militares é tortura. Desferir tarifaços como se jogasse confetes para o ar, babaquice total. Explodir barcos de supostos traficantes e sugerir jogar uma bomba atômica no Irã é desumano. Unir-se a Israel e sua loucura fascista, matando estudantes no Irã é desprezível. Tomar o petróleo da Venezuela e tentar o mesmo com o urânio do Irã, são ações típicas de Terroristas. Separar pais e filhos em batidas contra imigrantes é desprezível.
Piratear países é incompreensível e incompatível com o nível de conhecimento e poder que os Estados Unidos detêm. Quem é exemplo em ciências, em pesquisas, cultura e esportes, não pode se apequenar, igualando-se a uma El Salvador orgulhosa de suas penitenciárias obscuras. Os EUA agem e reagem como se soubesse que seus dias estão contados, que tudo que alcançaram nos últimos 100 anos bateu no teto. Roma viveu quase mil anos de poder. Os nazistas queriam o mesmo. O horror praticado, os derrubou. Os EUA estão assustados. E se não estiverem, quem está é Trump. Exemplo de atraso para todos nós.
Cláudio Pimentel é jornalista
Tribuna da Bahia on line – 05.06.2026
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